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História do Município
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Breve História do Município de SERTANEJA – PR

Etimologia. Sertaneja Palavra derivada do substantivo masculino “sertão”. Feminino substantivado do adjetivo “sertanejo”. O termo “sertão”... Região agreste - é de origem obscura, sendo que no século XV, escrevia-se “sertaõo” e “sertão”. (ABHF, AGC)

Origem Histórica. O termo ‘Sertaneja’ é de origem geográfica, em referência a localização do núcleo de povoamento inicial, distante de cidades e desprovido de meios de comunicação. No período de nossa colonização, era cantada em verso e prosa, a canção ‘Sertaneja’, que por volta de 1939 foi composta por René Bittencourt e interpretada pelo cantor Orlando Silva; o que serviu de inspiração aos nossos pioneiros para denominar o Município de SERTANEJA.

Os primeiros colonizadores do lugar se dedicavam à agricultura e procuraram o desenvolvimento do incipiente patrimônio, que teve seus fundamentos de povoação lançados no ano de 1945. Sem passar pela condição de distrito, graças ao crescimento acentuado e ao grau de desenvolvimento alcançado, o patrimônio, pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951, foi elevado à categoria de município emancipado, com território desmembrado de Cornélio Procópio.

A instalação ocorreu no dia 14 de dezembro de 1952, ocasião em que tomou posse o primeiro Prefeito Sr. Luiz Valério. Em 1950, por conta do recenseamento geral, Sertaneja contava com 9.852 habitantes.

Gentílico: sertanejano ou sertanejense.


 

As terras que formam o Município de Sertaneja foram adquiridas e loteadas pela CIA Agrícola Barbosa entre os anos de 1.940 a 1.945, que pertenciam ao Município de Cornélio Procópio. A boa qualidade das terras, próprias a formação de cafeeiros, atraía a cada dia grande número de desbravadores, colonizadores que com fibra e trabalho incansável dera início à formação deste pungente município paranaense.

Os primeiros moradores eram empreiteiros de derrubadas que enfrentavam o ambiente hostil e toda a espécie de dificuldades. Entre esses heróis civilizadores destacamos: Antonio Pereira Teixeira, (corretor e loteador Cia Barbosa), Massagi Nagano, (efetuou a primeira derrubada e construiu o primeiro rancho com madeiras de palmito e coberto de encerado), Benjamim Teixeira, João Aparecido, José da Silva, (construiu ranchos), Januário Loureiro, Moisés de Oliveira, (primeiro farmacêutico formado), Kazuyoshi Kobayashi.

Abrindo picadas, dava início à fazenda Santo Antonio que pertencia à firma, WANDERLEY CHARLACH. Deve-se muito o desenvolvimento de Sertaneja a este dinâmico desbravador que, para dar maior avanço ao progresso, instalou em sua propriedade, a primeira serraria, dando início às primeiras construções de madeira.

O meio de transporte era feito por uma jardineira, tipo “Catita”, sendo que as estradas para Cornélio Procópio e Assis, eram do tipo carreador.

Em 1.944, foi construída a primeira capela pelo senhor Otávio Charlach e colaboração de todos, tendo como o padroeiro Santo Antonio de Pádua, imagem doada pela senhora D. Laura Charlach. A primeira missa na localidade foi celebrada pelo Padre Vicente.

Em meados de 1.945, foi construída a primeira escola, que para dar os primeiros passos do alfabetismo, eram duas professoras, (leigas), de Cornélio Procópio. Jair Oliveira, Lourdes Orlandi e Antonio Bordini, foram os primeiros professores nomeados, por volta de 1.947.

Em fins de 1.945 outras famílias pioneiras da tradicional fibra nipônica, vieram fixar residência que muito contribuíram no desenvolvimento e formação de lavouras. São elas: Shotaro Minami, Massataka Ota, Komatsu Taniguchi, Yoshinosuke Nakamura, Guenkishi Suzuki e outros.

Sertaneja, a partir de 1.947, teve impulso extraordinário, surgindo várias casas comerciais, bares; ampliaram-se as construções. No ano de 1.947 a localidade enfrentava um de seus maiores problemas: a falta de água, que era transportada pelos moradores de distância de cinco a seis quilômetros. O problema foi sanado através de um movimento iniciado em 1.948, que contou com a valiosa participação do Dr. Waldemar Scardazzi e dos primeiros vereadores: Luiz Valério, Benedito Custódio Ferreira, Carlos Alves de Oliveira, que representavam a localidade na Câmara de Cornélio Procópio, para isso, foi criada a Lei Municipal nº 186 de 15/03/50, que regulamentava a emissão de Apólices que foram vendidas à razão de Cr$ 200,00 cada. Com a arrecadação, comprou-se um motor à óleo diesel, bombas, canos, etc., trazendo com isso a água encanada para Sertaneja.

Em 08 de maio de 1.948, radicava-se em Sertaneja Dr. Waldemar Scardazzi, médico e que, com muito trabalho e dificuldade, atendia a população.

No dia 14 de maio de 1.949, era instalado o Cartório de Registro Civil, tendo como escrivão o Senhor Rolando Demétrio Marussi.

Foi a 05 de outubro de 1.950, que se criou a Paróquia de Santo Antonio, construída por D. Geraldo de Proença Singaud, Bispo da Diocese de Jacarezinho, sendo primeiro pároco Pe. Pedro Piazzol.


O solo é de formação de solo argiloso com floramento de litossolos, latossolo roxo (terra vermelha) próprio para agricultura. A topografia do município está assim distribuída: 30% plana, 60% ondulada e 10% acidental.

A temperatura média anual é de 21,9 °C.

A densidade pluviométrica tem uma média anual de 1.530 mm, tendo como o período mais seco os meses entre junho e agosto e o período mais chuvoso os meses entre dezembro e fevereiro, em anos de comportamento normal do clima da região.

A Umidade Relativa do Ar gira em torno de 70%.

(Fontes: Arquivos da Câmara Municipal, Biblioteca Pública Municipal de Sertaneja, relatos de pioneiros e IBGE)